domingo, 24 de outubro de 2010

Desfile Moda e Literatura


  
Na última sexta feira, dia 22/10 na livraria cultura da av. Paulista aconteceu um evento muito interessante: os alunos da FMU organizaram um desfile de moda que buscava expressar pelas roupas obras literárias latino americanas, essa foi sua sétima edição. Nunca estive num desfile de moda antes e me interessei por este já que não era um desfile que procurava mostras as tendências para o verão, mas sim mostrar expressão através das roupas, estava claro que não havia nenhum interesse comercial envolvido. Gostei do evento e espero poder ir em outros parecidos. 


  Os estilistas eram todos alunos e trabalharam cerca de 4 meses em seus projetos, mostrando que moda não é apenas shopping e seguir o fluxo, mas sim uma forma de expressão através do que usamos para vestir, a roupa como uma forma de arte. O evento era totalmente aberto para o público e para assisti-lo não era preciso pagar nada. 
  Só achei dos problemas nesse evento: O primeiro é que o caminho que os modelos faziam ao desfilar com as roupas era muito complicado e era difícil de acompanhá-los, por vezes tínhamos que pegar escadas e passar por entre as estantes da livraria, e entravamos e saíamos de lá várias vezes, sendo que não havia nenhuma indicação do trajeto que seria feito. O outro é que era tudo muito rápido, não só o caminho era difícil, mas também era preciso correr para acompanhar e por causa disso não pude ver todos os modelos nem tentar identificar qual obra eles representaram. É uma pena, pois parecia que os trabalhos eram bem interessantes, mas não consegui absorver tudo, e o desfile acabou muito rápido, deve ter durado uns 15 minutos e foi muito confuso. Se eu fosse uma das estilistas não gostaria que  o trabalho que me durou mais de um trimestre para ser completado não pudesse ter sido apreciado pelo público.
  Fora isso, espero que ano que vem estes detalhes sejam resolvidos, pois de fato é um evento muito bacana, acho até que deveria ser mais divulgado, ele mais cabe no bolso de muita gente, além de mostrar que moda não é futilidade e incentivar a leitura das obras que inspiraram o desfile e a conhecer novos autores.
  Para quem se interessa na moda não fútil: http://pseudouniverso.blogspot.com/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Comédias românticas

  Pois é, não suporto filmes de comédia romântica, isso porque eles são todos iguais e a história normalmente é sem sentido. Até os cartazes/capas são iguais: Fundo branco, casal na frente em foto de corpo inteiro, ela provavelmente está usando um vestido formal sem motivo
   Agora vamos à originalidade da estória. Vou chamar a típica protagonista de comédias românticas de Mary, e o típico protagonista de comédias românticas de John. Mary provavelmente é uma mulher muito ligada ao trabalho, nunca se apaixonou, caso ela tenha se apaixonado teve uma decepção muito forte, aí temos duas possíveis Marys no caso do filme ter a mulher como personagem principal (maioria dos casos): a que não procura um relacionamento pois gosta de ser solteira ou aquela que está louca pra casar.
  Se Mary é workaholic, John provavelmente é desencanado e calmo, enquanto ela é meio neurótica (primeiro grande cliché: opostos se atraem), óbvio que eles se odeiam no começo, normalmente em comédias românticas vale a regra: quanto mais você briga com alguém maior será seu amor por essa pessoa. O casal ficará o filme inteiro brigando por coisas bestas e se odiando até que por algum motivo eles saem pra conversar provavelmente em um restaurante e Mary descobre que apesar de John se mostrar um imbecil ele é um cara sensível, mesmo que ele tente esconder esse lado. Ela demora para aceitar que o relacionamento deles vai dar certo e decide tentar. Tudo indica que eles vão se casar imediatamente até que eles brigam de novo por algum motivo necessariamente causado por um desentendimento ou falha de comunicação. Ao fazerem as pazes eles ficam felizes para sempre.
  
  Se Mary está louca pra casar ela provavelmente passou a vida em relacionamentos ruins e está perdendo a esperança até que um príncipe encantado aparece e ela se apaixona, mas ela é muito insegura para acreditar que ele a ama. Nesse caso John passa a amar Mary sem motivo nenhum, antes mesmo de se conhecerem ele já está super afim dela e vai fazer de tudo pra que ela saia com ele. Eles provavelmente se conheceram numa festa. Altas chances de aparecer uma cena em que John conversa com um amigo que tira sarro dele por estar tão afim de Mary. Em ambas situações Mary vai obrigatoriamente passar algum vexame durante o filme.
  Caso o personagem principal do filme seja um homem temos dois casos: ou ele a conheceu agora ou eles são amigos de infância. No primeiro caso, John é tímido e se sente inseguro de tentar chegar numa mulher como Mary. No segundo ele provavelmente é um mulherengo que nunca tinha percebido que amava Mary até que ela decide se casar. Ela desiste do noivo de última hora.


  Agora vem o pior tipo de todos: O filme com todos os atores famosos de Hollywood que mostra várias estórias românticas ao mesmo tempo não necessariamente intercaladas. Você sabe do que estou falando. Eles só fazem sucesso porque são muito bem colocados no mercado e há muita propaganda, além dos altos investimentos nesse elenco de atores famosões. As histórias passam rápido, e adivinhem só: são todas clichés, incluindo a do garotinho emo de menos de 10 anos se apaixonando e pedindo ajuda pra lidar com isso para um adulto.
  Pois é, eu não gosto de romances/comédias românticas simplesmente porque não só são todos iguais, mas também porque é um tipo de filme que não impressiona. Por que será que não se usa a criatividade nesse estilo?